terça-feira, 30 de outubro de 2007

Muita coisa mudou...

É macacada, já faz alguns meses que esse blog encontra-se as moscas devido a falta de fatores inspiradores relacionados a minha pessoa.

De lá pra cá, muita coisa mudou... alguns se ausentaram, outros acharam coisas melhores pra fazer, a novela mudou, o cenário é outro, a bombril agora vende o MOUN BIJOU, alguns vieram pra ficar, outros estão passando apenas uma temporada conosco e alguns inclusive foram PRA PUTA QUE PARIU, e diga-se de passagem, já foram tarde pois já estavam fazendo hora-extra não remunerada em nossas vidas. Mas a composição do álcool continua a mesma.

O motivo deste breve post é resultado de uma noite de insônia em que eu me encontro entediado, comendo ameixas e tomando uma água gaseificado enquanto escuto ao altos sons de trovões já que São Pedro provavelmente está emputecido com o planeta terra.

Não sei bem o que fazer com esse espaço daqui pra frente... Talvez transforme em algum tipo de coluna para compartilhar com vcs os mais diversos devaneios que passam pela minha cabeça ou talvez continue seguindo o mesmo modelo do passado em que havia nosso diário de bordo relatando os mais absurdos episódios vivenciados por seres humanos. Mas de qualquer forma alguma coisa será diferente, embora a composição do álcool continue a mesma.

E meu caro leitor, caso vc não concorde com algo aqui proferido, faça o favor de enfiar o seu respectivo mouse no cu e tente fechar o internet explorer, ok?

Voltando ao assunto principal dessa nossa conversa onde só eu falo e vcs escutam calados... (Até parece o paraíso né? Pois é... experimentem fazer um blog e parem de pensar besteira.) As mudanças sempre acontecem, para melhor, para pior ou fode-se tudo de vez. Mas eu sempre digo que o essencial sempre permanece, como por exemplo a fórmula do álcool. Sendo assim, peço a todos que embora num contexto diferente, continuem na incrível saga de fazer coisas ridículas, proferir frases sem nexo e se embebedarem feito loucos em prol da minha criatividade.

Independente das mudanças ressalto que o blog está em atividade mais uma vez, e de novo, caso os senhores não estejam satisfeitos queiram enfiar os respectivos teclados no cu e tente dar Ctrl Alt Del.

Sem mais. Hoje só amanhã, que eu to mais louco que cachorro de rua em dia de quermesse!

E lembrem-se: a composição do álcool continua a mesma.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Sentido litoral...


E a saga, por incrível que pareça, continua...

É pessoal, já faz uns 15 dias que não escrevo aqui. Não por falta de vontade, mas creio que por falta de tempo, uma vez que de lá pra cá muita coisa aconteceu e como todos sabem, merecem e devem ser comentadas.

Desde o episódio da motocicleta, muitos acontecimentos ocorreram e com certeza deixaram marcas em nossa insignificante existência.

Primeiro com a anzulands, festa de 10 anos da anzu que nos proporcionou momentos inesquecíveis. Primeiro pela qualidade dos DJ’s, na maioria internacionais e bem conhecidos e segundo pela qualidade do evento em si, composto por um lugar perfeito, decoração memorável, vários lasers que faziam desenhos no céu formando charadas numa cor rosa indescritível e sem contar aquela sensação que sempre temos quando estamos todos juntos numa balada de tal magnitude.

Depois disso tivemos um domingo hilário, com muita conversa pra botar em dia e como todos devem lembrar muita risada foi dada em virtude dos acontecimentos.

Fica difícil depois de 15 dias colocar os fatos da forma que eles realmente aconteceram, por isso é melhor que isso fique apenas numa pequena resenha apenas relembrando-nos aquilo que vivenciamos.

A semana passou, e procuramos nos ocupar da melhor forma... Seções de acupuntura para amenizar o estresse e até mesmo uma ida express ao Sticky Beer, que dessa vez não tinha fila.

Após várias reuniões no decorrer da semana decidimos ir pra Bertioga passar o feriado... Embora a previsão do tempo indicasse tornados e tsunamis, sabíamos que nada seria capaz de nos deter...

Os preparativos foram feitos daquele jeito... Pessoas descontroladas no supermercado comprando jarras para usar de copos, vodka para o café da manhã, picanha para alimentar todo o exército da china e muitas outras peripécias que só quem estava junto sabe...

Compramos realmente de tudo... Só faltou o leite...

E fomos que fomos... Daquele jeito...

É interessante que sempre que chegamos ao destino de nossas viagens descobrimos muitas coisas... A previsão do tempo quase nunca está certa, tudo é mais cansativo do que imaginávamos, descarregar as malas parece ser mais difícil do que as por no carro e a bebida nunca parece ser suficiente, mas é.

As horas foram passando... Fizemos churrasco, tomamos muita cerveja, alguns fizeram malabares, outros se cansaram só de olhar, alguns dormiram, outros atrapalharam o sono alheio e por ai vai...

Eis que a noite chega, e como todos sabem é a partir daí que começa a magia da coisa.

Jantamos, tomamos mais algumas cervejas e depois fomos para o nosso passeio noturno na praia que sempre da origem àquelas situações escabrosas que provavelmente contaremos aos nossos netos. Isso é, se chegarmos a nos casar algum dia, já que abrir mão de tudo isso é fóda...

E o resultados da soma de todos esses elementos foi:

- Pássarinhos espiões nos observaram na madrugada;

- A maré subiu e molhou nossas coisas;

- A maré subiu de novo mas não molhou nossas coisas, embora todos achassem que havia molhado;

- Lembramos de levar de volta as jarras usadas de copo;

- Erramos 3 vezes o caminho da trilha que dava em uma praia deserta;

- O doidomóvel perdeu alguns pedaços no portão da casa;

- Fizemos bolinhas de sabão com fumaça dentro, graças às maravilhas proporcionadas pelo narguilé;

- Elaboramos tópicos e mais tópicos para discutirmos mas não chegamos a conclusão alguma;

- Descobrimos que 1 é pouco, 2 é bom, 3 é ótimo e 4 REALMENTE é demais;

- O Fernando bancou o gastrônomo e teve a moral de fazer um prato com arroz, queijo cheddar, amendoins, bolachas maizenas e nutella;

- E o mais absurdo de tudo... Comemos tudo que havia na casa mas não bebemos nem metade das bebidas que havíamos levado.

É isso ai.. Hoje foi fraco... Não estou animado, nem estressado, nem ansioso nem nada do tipo... Acho que é efeito de alguma agulha.


terça-feira, 17 de abril de 2007

Diários de MOTOCICLETA...








Olá amiguinhos,

Começa aqui mais um capítulo da incrível saga da família anfetamina, e dessa vez com uma grande chance de superar todos os outros, já que inclui até uma MOTOCICLETA.

Devo alertar desde já que eu esqueci de inúmeras coisas que aconteceram durante esse fim de semana, portanto vou logo avisando aqueles pentelhos que sempre me chamam no MSN depois de ler o blog e dizem “mas Caio, faltou um monte de coisa...”. Se faltou um monte de coisa, crie um blog e escreve o resto. Assim todo mundo fica feliz e minha curta paciência não chega ao seu limite.

Como todos sabem, esse fim de semana foi daqueles marcantes, onde muita coisa aconteceu, muita coisa foi dita e muita coisa merece ser detalhada. Portanto vou tentar montar mais uma vez um esquema daqueles onde só introduzo a variável e todos entendem. Como por exemplo o da “Teve aquela vez...” e do “Descobrimos...”. No entanto ainda não sei o que devo usar dessa vez, mas espero que enquanto eu estiver escrevendo alguma força divina venha como um pirocoptero na minha mente, assim eu não precisarei fazer nenhum esforço para bolar uma.

Mas vamos ao que interessa, antes que eu me estresse e faça mais pessoas desistirem de ir ao meu funeral...

Depois de mais uma semana de árduo trabalho, problemas impossíveis de resolver a sexta-feira 13 chega trazendo o ar de sua graça.

Dessa vez, após o aniversário do Grandão Bobão (apelido dado ao Sassá por um policial militar durante o carnaval na Riviera), nosso destino noturno seria o Madalena, que por sinal após a reforma virou um lugar decente onde teremos gosto de passar as inúmeras sextas-feiras que estão por vir.

E lá fomos nós, DAQUELE JEITO rumo ao casarão antigo mais badalado de Rio Claro. Onde aparentemente, 50% da população de Cordeiro contribui para a manutenção daquele “patrimônio histórico”.

Logo após adentrarmos ao recinto encontramos inúmeras pessoas conhecidas, as quais tenho certeza que não lembramos nem da metade. Porém todas foram muito simpáticas ao olharem pra gente e comentar: “Olha aqueles loucos lá, os caras chegam aqui 2 hrs da manhã e já querem dominar a caixa esquerda”.

A partir daí o negócio pegou fogo, encontramos o Fernando meio bêbado e completamente perdido, já que havia misturado álcool com seu remédio pra bipolaridade, fizemos rebolation, chacoalhation, deslization, empurration e se não me engano até mesmo um tombation... Tentamos entrar no porão do palco, e novamente, se não estou enganado, tentamos inclusive descer deslizando pelo corrimão da escada... Aliás, se bobiar, isso pode ter causado o tal do tombation... Em todo caso, é melhor parar de falar nesse assunto.

Terminando a balada, como manda a tradição seguimos para o barreirense. E encontramos pelo caminho muitas coisas estranhas. Como caminhões fantasmas, buracos que se formavam de repente no meio da rua, semáforos com 4 luzes ao invés de 3, placas de sentido de mão única que viravam para o outro lado sem avisar e até mesmo uma MOTOCICLETA que nos fez rir durante 1 hora e meia apenas por ter um nome que soa engraçado aos nosso ouvidos.

Quando chegamos no barreirense, invocado com a tal da MOTOCICLETA, fui EDUCADAMENTE ao balcão de atendimento e pedi de forma cordial e serena que ela me desse um bolinho de carne, uma coxinha e uma MOTOCICLETA. No entanto, ela me respondeu de maneira nada educada, rindo da minha cara que eu estava na LOJA ERRADA.

Tem coisas que me deixam louco... Tudo bem que não é normal uma pessoa pedir uma MOTOCICLETA em uma lanchonete, mas ela precisava dizer que eu estava na LOJA ERRADA? Óbvio que não. Bastava dizer: “Desculpe sr, mas MOTOCICLETA está em falta, posso ajudar em mais alguma coisa?“. Mas como os funcionários daquele estabelecimento não são treinados adequadamente ela insistiu um dizer que eu estava na LOJA ERRADA...

E assim a noite se encerrou... Pelo menos na minha memória...

E o Sábado? O que foi este Sábado?

Aniversário do Easy Chopp, público pardo, Dj Hollywood, funk e uma tal de smirnoff que sempre abala as estruturas...

O Sábado foi foda... Não sei nem se tenho palavras para descreve-lo. No entanto tenho que dar um jeito, já que isso é um blog e se eu não tiver palavras para me expressar nada disso faz sentido.

Podemos dizer que este Sábado foi:

- Um dia em que fizemos coisas sem saber o pq estávamos fazendo;

- Um dia em que vomitamos na parede do banheiro;

- Um dia em que quase fizemos Hitler chorar;

- Um dia em que falamos pras invasoras do nosso camarote: “Oi, meu nome é Romeu, esse camarote é meu entrou aqui se FUDEU”;

- Um dia em que dançamos funk (momento histórico);

- Um dia em que a Camila descobriu que está apaixonada;

- Um dia em que cumprimentamos pessoas 3 vezes seguidas;

- Um dia em que nos irritamos profundamente com as pessoas indesejáveis;

- Um dia em que saímos com os carros igual uma largada de fórmula 1;

- Um dia em que abrimos a porta do barreirense com algumas palavras mágicas;

- Um dia em que ultrapassamos alguns policiais na pista a 160km/h;

- Um dia em que os policiais acharam que nós passamos a 120km/h;

- Um dia em que os mesmos policiais nos seguiram até o barreirense;

- Um dia em que novamente tentamos comprar uma MOTOCICLETA no barreirense;

- Um dia em que descobrimos que assim como MOTOCICLETAS eles também não vendem nenhum tipo de PATINETE;

- Um dia em que eu tomei uma tal de ÁGUA VERDE;

- Um dia em que compramos coisas sem nexo;

- Um dia que provavelmente iremos nos lembrar pro resto de nossas vidas.

E depois de toda a farra, como sempre, veio o Domingo...

Parecia um domingo normal, acordei sem saber onde eu estava e sem lembrar de onde tinha vindo. Levantei e fui até o meu carro, como de costume pra verificar se ninguém havia vomitado nem derrubado substâncias pelos bancos ou até mesmo se não tinha roubado algum animal do zoológico e esquecido no porta malas. Foi então que me deparei com um pirulito de 1 metro de comprimento no banco do passageiro e pensei comigo "por essa eu não esperava".

Após esclarecer o assunto, resolvemos que teríamos um fim de final de semana tipicamente provinciano... Comemos no Banquete da Fer, demos umas voltas de carro e até assistimos ao show no bar mais harmônico de Cordeiro, a “Lanchonete” do Corte... E por fim, após lembrarmos todos os fatos do dia anterior, e rirmos até nosso abdômen ficar contraído descobrimos por fim que Jesus não morreu, ele apenas virou um pirocóptero.


E que venha a ANZULANDS.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Owww... Owwww HEZBOLLA

E lá vamos nós... Mais uma semana se passou, o tempo voou, trabalhamos, estudamos e esperamos ansiosos pelo feriado de Páscoa, que por sua vez comemora a ressurreição (ou ressureimento como diria a Talissa) daquele cara lá de cima.

Que coisa. Acabei de lembrar daquela música idiota da XUXA que dizia assim “tudo que eu quiser, o cara lá de cima vai me dar”. Há há há né? Duro é que tudo que ela quis quem deu pra ela foi o salário exorbitante que ela ganhou da globo durante todos os anos.


Viagens da minha mente a parte, continuemos com as histórias de interesse comum.

Chega a quarta-feira, estava eu com meu carrinho de compras cheio de parafernálias para propiciar um acampamento confortável para todos os membros da família anfetamina, quando recebo uma ligação da Talissa falando de fazer alguma coisa, só pra passar o tempo, já que ela e o doido em ascensão do Fábio não iam conosco pra Brotas.

Foi assim que tivemos a ilustre idéia de ir ao STICK BEER em Araras, onde de quarta-feira acontece um DELICIOSO forró onde para entrar é necessário enfrentar uma fila de 1 hora e meia.

E assim foi, 1 hora e meia, 4 chicletes, 3 cigarros e muito stress depois estávamos dentro do arrastapé ararense... Demos uma pequena volta nos 3,5 metros quadrados do lugar (sendo que 1,5 metros são de área construída), e chegamos a conclusão que aquele tipo de música só poderia ser dançado por seres humanos que não se encontrassem em estado de sobriedade. Dessa forma decidimos beber algumas long-necks de 600ML cada para nos animarmos.

Quando decidimos que já estávamos embriagados o suficiente para tentar fazer aquele famoso dois pra lá dois pra cá, fomos pra pista e começamos a dançar forró. E não é que o álcool havia ajudado mesmo? O único problema é que tudo que conseguimos fazer foi um rebolation disfarçado de dança folclórica precária. Mas o que vale é a intenção, certo?

Que coisa, a noite parecia estar perdida. Ainda eram 23:59 e não agüentávamos mais dançar aquele som frenético de sanfonas e triângulos quando surge um luz no fim do túnel, ou melhor, um ELECTRO no fim da caixa.

Resultado da quarta: Eu, Talissa, Fábio e Keity dançando 4 hrs seguidas em cima do palco do STICK BEER, sem dó nem piedade.

A quinta-feira chega, e com ela a ressaca, o cansaço e uma agenda cheia de coisas pra resolver. Mas nada que me impedisse de montar todas as barracas, tendas e apetrechos que iríamos levar para o acampamento no quintal de casa.

O dia passa, a dor de cabeça diminui os problemas aumentam e a hora de ir chega... Todos posicionados nos pequenos espaços úteis do carro que não estavam ocupados por bagagens e seguindo rumo a Brotas, onde passaríamos os próximos 3 dias dormindo em superfícies inclinadas, em recipientes com entradas abruptas de ar FRIO e com claridade suficiente pra acordar a criatura mais sonolenta do universo.

Chegamos ao camping... Carros descarregados, barracas montadas, colchões infláveis cheios, caixas térmicas devidamente posicionadas, cerveja gelada, quiosques alugados e uma conclusão inesperada: a graça dos acampamentos está no fato de que as coisas nunca saem 100% da maneira esperada, já que mesmo montando todo o acampamento de tarde em minha casa ainda assim consegui levar a pasta de dente e esquecer a escova, levar os lençóis e fronhas e esquecer o travesseiro, levar a carne e esquecer o carvão e conseqüentemente levar a cabeça e esquecer o cérebro.

A noite de quinta é calma... bebemos um pouco, falamos algumas besteiras, comemos algumas porcarias e fomos dormir. Aliás... fomos tentar dormir, uma vez que nossos vizinhos decidiram passar a noite fumando substância ilegais em mais de 200 países e filosofando sobre assuntos que não tinham o menor nexo.

O dia amanhece, o calor é insuportável... Acordo com o Gu reclamando algo sobre estar cozinhando e o Fernando berrando coisas do tipo:

- PUTA MERDA CAIO, EU FALEI QUE ERA PRA MONTAR A BARRACA EMBAIXO DA ÁRVORE, AGORA OLHA SÓ QUE MERDA, TODAS AS OUTRAS PESSOAS DORMINDO EM PAZ E A GENTE ACORDADO 7 HRS DA MANHÃ DE UMA SEXTA-FEIRA SANTA.

Mas o pior de tudo mesmo... É que ele tinha razão...

Tomamos nosso café da manhã. Uns comerão pão com queijo, outras pão com presunto, alguns pão com lombo e outros soltaram pérolas do tipo “Vou comer presunto pq presunto não é carne, é FRIOS”.

As horas passaram de uma maneira desanimada, todos estavam com sono e mau-humorados por terem acordados embaixo do sol, a Camila não parava de repetir aquela frase insuportável “Promete que nós vamos numa cachoeira?” e os vizinhos tocavam músicas que hora me davam vontade de ir embora e hora me davam vontade de explodir meus miolos.









Irritado com aquela situação, busquei no doidomóvel algumas bexigas que havia comprado, as enchi de água e iniciei um pequena guerra, que em poucos minutos deixou todo mundo molhado e com vontade de nadar.

Falando em guerra, esses dias eu estava pensando a respeito da ameaça britânica de atacar o Irã e imaginei o seguinte diálogo entre o Tony Blair e George Bush:

[Bush liga pra Tony]

- Alô, Tonynho?

- Falaaaaa Mano

- E ai cara, tudo certo?

- Vê lá cara, esse Iranianos filhos da puta tão começando a me irritar

- Pq Mano?

- Ah cara, eles ficam mexendo com energia nuclear e coisa e tal. Os caras mal sabem mexer num computador e tão querendo ter potencial pra fazer uma bomba atômica

- Mas Bush, caralho, sossega, vá fazer um churrasco e deixa os caras brincarem o plutônio em paz

- Não é isso cara, a questão é a seguinte, se esses filhos da puta representarem uma ameaça pra porra desse meu país eu vou ter que começar uma guerra nuclear. E sabe o que isso significa? Significa que eu vou ficar vários meses sem festa, sem poder assistir tv e ainda tendo que ter reuniões diárias com um bando de generais frustrados que passaram metade de suas vidas masturbando um espingarda.

- Ta certo mano, mas o que podemos fazer?

- Então Tonynho, eu tava aqui pensando com o cérebro do meu assistente e acho que o melhor é que vc declare guerra a eles

- O que? Eu declarar guerra a eles? Se eu fizer o mundo inteiro vai me odiar

- Pois é seu filho da puta, ai vc vai saber exatamente como eu me sinto

- Hehehehehehehe

- Mas eu não posso fazer isso, não tenho a influência política que seu país tem pra peitar o mundo inteiro

- Foda Tonynho, eu não to afim de fazer isso, faça vc. Caso contrário eu declaro guerra a vc e enfio um nabo na bunda da sua Rainha.

Que merda né? Enfim... Eu tinha que escrever que isso...

Continuando...

Algumas bexigadas depois tomamos a decisão de ir visitar a tal da cachoeira que a Camila tanto havia falado.

Eu fui, contrariado, mas fui. Inclusive fui pensando durante o caminho, “eles tão me fazendo andar 15 kilometros de carro, mais uns 3 a pé, tomar tombos, me machucar pra chegar lá e ver a merda de uma queda d’água pra tirar duas fotos e voltar embora”. Mas dessa vez havia me enganado. A quedinha d’água tinha 25 metros de altura e serviu pra dar outros ares praquela viagem. Sem sombra de dúvidas...

Voltamos ao acampamento, jogamos peteca, frisbie e nos entrosamos com a vizinhança... Até descobrimos que as pessoas ao chegar no acampamento tinham a seguinte instrução: se vcs forem normais, acampem dessa lado, senão acampem perto daquele pessoal lá ó.

Aquele pessoal lá éramos nós...

As horas as passam, os ânimos se exaltam e quando a meia-noite se aproxima vem a contagem regressiva para todo mundo poder comer a carne que já estava assando na churrasqueira.

E foi assim que a paz do camping começou a ser sucumbida...

Após os seguranças do camping reclamarem umas 3 vezes do barulho que estávamos fazendo um sentimento de repressão tomou conta de nós. Me fazendo lembrar de frases que eu havia escutado na infância de meus pais, professores, inspetores de alunos e outras pseudoautoridades que se davam ai direito de chamar minha atenção. Frases como:

- Vc não tem autorização pra terminar essa aula mais cedo;

- Tire essas tachinhas da boca do seu amigo;

- O desenho livre é pra ser feito apenas no papel, não na parede;

- Não jogue esses gatos no rio;

- Não é pq é festa junina que vc pode soltar bombas no banheiro da escola;

- As folhas do caderno não são para fazer dobraduras;

- O escritório do seu avô não é um quartel general;

- Vc não pode por sabão no corredor pra ficar escorregando;

- Seu primo não é seu escravo;

- Rojões são feitos para soltar para o alto;

- Espingardinha de chumbo machuca SIM;

- Os vidros em cima dos telhados das casas são aquecedores solar, e não algo para vc treinar tiro ao alvo;

- Vc não pode jogar água salgada em condutores elétricos;

- Vc não pode jogar vodka no aquário.

Eu acho que tinham outras, mas minha memória é fraca e eu não vou força-la.

A partir daí muita coisa aconteceu. Eu bebi demais e fiquei 2 hrs esperando o Fernando voltar de uma balada na qual ele nunca havia ido, a Keity secou o cabelo no camping, o Gustavo comeu carne do chão, o Fernando derrubou a barraca de uma pessoa que estava dormindo, torturamos um mosquito, cantamos músicas esquisitas, escrevemos frases sem nexo na perna da Camila, falamos coisas que até agora é difícil de acreditar, alguns descobriram novas situações, outros reviveram certas situações, uns se divertiram muito, outros se divertiram demais, alguns não dormiram, outros dormiram menos ainda, mas no final todo mundo ficou satisfeito.

É isso ai... Tinha tudo pra dar errado, mas deu mais do que certo.

domingo, 1 de abril de 2007

TAXI!!!!!!!! SIGA AQUELE COELHO!!!


Isso mesmo... Alice no país das maravilhas... Existe figura melhor para retratar esse fim de semana? Creio que não.

Já tinha dito a todos que não pretendia escrever nada essa semana. Já que a família anfetamina esteve meio separada devido ao destino de seus membros na sexta-feira e no sábado à noite.

Porém não resisti... Principalmente por que estava pensando que esse foi um fim de semana completamente non-sense, e que hoje é 1o de Abril fato que torna possível retratar algumas mentiras do cotidiano de uma forma divertida.

Mas antes de continuar, falemos um pouco a respeito do clássico Alice no País das Maravilhas.

A obra de Lewis Carroll escrita no século retrasado (isso mesmo, saibam que essa viagem não é de hoje, foi escrita por volta de 1860) em que uma menina que não tem o fazer e conseqüentemente farta de sua vida monótona encontra-se sentada na beira de um rio e depara-se com um coelho branco vestido com um colete e usando um relógio de bolso.

Seduzida com a situação, Alice decide seguir o coelho, que por sua vez estava obcecado com o tempo (olhando para o relógio) e correndo para sua toca – uma cavidade que esconde uma porta para um universo irreal. E por impulso, vai atrás dele e entra num mundo que apesar de maravilhoso não condiz com a perfeição dos contos de fada comuns.

Afinal, o que torna essa história especial? Por que ela despertou a atenção de tantas pessoas ao longo de dois séculos? Não é apenas uma historinha infantil? Como algo de aparência tão inocente pode conter tantos sentidos ambíguos?

O filme (ou livro) apesar da narrativa infantil mostra nitidamente que o autor procurava explorar as sutilezas da sociedade, das reações subconscientes das pessoas e principalmente das organizações em que criaram as regras de conduta da sociedade.

Após entrar na toca do coelho, Alice cai num poço muito fundo e vai parar num lugar com regras próprias, completamente diferentes das do mundo ao qual pertence. E que nele não fariam sentido algum. (Isso desperta ou não aquela nossa vontade constante de romper as condições que nos são pré-estabelecidas?)

O universo paralelo conta com personagens como uma rainha de copas sanguinária, um gato que é uma cabeça sem corpo, uma tartaruga fingida e um chapeleiro maluco. (Se estamos acostumados a ver coisas tão fora do normal em nosso dia-a-dia, porque essas seriam impossíveis?)

Agora... Como uma garotinha faz pra se adaptar a uma realidade completamente diferente da qual estava acostumada?

Simples... Toda criança tem a capacidade de reformular seus conceitos e comportamentos já que não tem sua personalidade formada pelos preconceitos e regras que o mundo impõe aos mais velhos.

É ai que história fica realmente interessante. Como forma de resposta às situações desconhecidas, a menina aumenta e diminui de tamanho conforme suas reações. Com isso fica com apenas 25 centímetros de altura e com uma cara resplandecida de felicidade pois sabia que agora teria o tamanho ideal para passar na porta que a levaria ao jardim encantado daquele novo universo. (Isso só acontece depois que ela bebe uma poção especial... Nada mais óbvio que um dos componentes era ácido, mais especificamente LSD)

A princípio, tudo parece maravilhoso. O caos de uma sociedade em que as regras não limitam seus membros a ter uma conduta padrão à agrada e lhe traz uma grande satisfação em relação ao novo mundo em que se encontra. (Bateu bateu bateu!!!!)

O desconforto vem quando ela percebe que mesmo no caos, existe uma ordem intrínseca. Como por exemplo quando a Rainha de Copas sente-se contrariada e ordena que aniquilem os indivíduos inoportunos.

Apesar de Alice não ter nada haver com isso, sabia que isso eventualmente poderia acontecer com ela, numa ocasional briga com a rainha. E para evitar isso tinha que dar um jeito de voltar ao seu universo de origem sem que ninguém desconbrisse.

Enfim... Acho que podemos dizer que Alice no País das Maravilhas segure singelamente que em todos nós há uma vontade de romper os limites do desconhecido, explorar novas sensações, mas, ao mesmo tempo, temos de nos manter protegidos do incerto e dar um jeito de voltar ao normal quando precisarmos.

Foda né? Juro que fiquei pensando sobre isso ontem na rave quando eles passaram o filme no telão.

Se quiserem saber mais, peguem uma bebida, fiquem alegres e assistam ao filme. Posso assegurar que várias idéias desse tipo passarão por suas cabeças.

Mas chega de Alice no país das maravilhas... Resolvi que como esse fim de semana foi um tanto quanto nonsense creio que devo compartilhar algumas frases aleatórias que podem ter ou não algum sentido. E claro, em homenagem ao dia da mentira, podem ser verdades, ou não. Vc decide...

- De hoje em diante eu não faço mais isso;

- Vou me casar virgem;

- O Iraque tinha armas de destruição em massa;

- Não há nada de errado com a gente. Merecemos uma pessoa melhor;

- Podem quebrar meu sigilo bancário. Não tenho nada a esconder;

- A culpa é das forças ocultas;

- O importante é a beleza interior;

- O orkut vai ser pago;

- Gatos estão sendo engarrafados e vendidos como bonsais;

- Divulgue esse blog para 100 pessoas e ganhe uma viagem para Disney;

- Se vc digitar sua senha invertida o banco aciona o FBI;

- Vou começar minha dieta na segunda;

- Não é nada disso que vc está pensando;

- Prometo só por a cabecinha.

Hahahahahaha... Eu devo passar mal mesmo. Me surpreendo comigo mesmo.

Até semana que vem.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Descobrimos...


Pancadas de chuva, um pouco de desânimo e poucas opções de baladas providas de telhado. Essa foi a receita para começarmos o fim de semana em casa assistindo um filme.

Podemos dizer que nossa sexta feira foi calma... Fumamos um narguilé de brócolis, assistimos um filme onde paneladas na cabeça predominavam entre as cenas mais interessantes e pra ajudar presenciamos uma inteligente discussão sobre como achar o “EU INTERIOR” que existe no fundo da mente da Talissa.

Assim começa mais uma etapa da incrível saga da família anfetamina. Já que a chuva abalou nossa determinação de ir na Royal Beats para pré-cozir nossos cérebros pra Electro.Bier.

A noite foi interessante, regada de comentários perspicazes do tipo: “vou namorar o Bruno, quem sabe assim eu recebo um pouco de carinho” ou até mesmo “aquele trecho da bíblia fala que a fé que nos ilumina vai nos ajudar a achar nosso EU INTERIOR” (trecho esse que provavelmente nunca foi escrito). E alguns outros que minha fraca memória não permitirá compartilhar com vcs.

Chega o Sábado, dessa vez aquela pergunta impertinente “o que vamos fazer hj?” não nos incomoda, já que todos estão empolgados para a Electro.Bier que por sua vez nunca aconteceu devido a uma liminar da justiça.

Falando nisso, eu andei pensando e cheguei numa conclusão a esse respeito...

O que leva uma juíza a assinar uma liminar proibindo uma festa às 17:00hrs de um Sábado se não um problema pessoal? Pois é.. estava eu aqui pensando com meus escassos neurônios e imaginei o seguinte diálogo entre a juíza e sua respectiva filha:

Fulaninha diz: Mãeeeeeeee, hj eu vou numa rave ta? Todas as minhas amigas vão o Carlinho vai estar lá e ele é lindo sabia? Eu quero ir mãe! Por favor, todo mundo vai.

Juíza diz: De jeito nenhum.

Fulaninha diz: Mas mãe, essas festas tão na moda. Todo mundo vai e eu não quero ser a única a não ir.

Juíza diz: Filha, esse tipo de festa tem muita droga, não quero vc nesse ambiente.

Fulaninha diz: Ai mãe, nada haver. Lá não tem drogas não. Ta até escrito aqui no convite ó: PROIBIDO A ENTRADA COM SUBSTÂNCIAS ILEGAIS.

Juíza diz: Há há há, e eu acredito.

Fulaninha diz: Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa manheeeeeeeeeeeeeeeee. Dexa vai. Por favor. Dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, dexa, VAIIIIIIIIII.

Juíza diz: Ta bom vai. Mas vc vai voltar as 3 hrs e não quero ouvir mais um pio.

Até ai tudo bem... Mas imaginem a tal da juíza pegando seu carro e voltando do almoço pro fórum e pensando enquanto ouvia a Rádio Lazer: “ela vai ver se vai nessa porcaria de festa.. até o fim da tarde eu do um jeito nesse negócio. Aaaaaa se dou”.

É... o resto vcs já sabem né?

Mas vamos lá...

Continuando...

Logo depois da bombástica notícia de que a festa não iria acontecer decidimos que a velha e guerreira TOUCH LOUNGE BAR nos salvaria de mais um fim de semana no interior... A única diferença é que dessa vez a escolhida foi a TOUCH de Limeira.

E lá vamos nós... Todos devidamente arrumados e nos encontrando em frente a casa da Camila só pra variar um pouco.

Chegamos ao recinto, tivemos alguns contratempos, mas no fim das contas estávamos todos lá... Na pista de dança, cada um com seu copo e se preparando para dançar uns 5 minutinhos.

Mas chega de enrolação. Vamos logo ao que interessa... Aos fatos pitorescos que fazem de nossa vida algo divertido e menos angustiante que as dos outros. Sendo assim vou expor aqui algumas de nossas descobertas perante às cenas que presenciamos:

- Descobrimos que não existe liminar ou arbitragem judicial capaz de estragar nossa noite;

- Descobrimos que nunca seremos capazes de dançar apenas 5 minutinhos;

- Descobrimos que a mistura de 5 minutinhos + Doses excessivas de álcool é igual a 5hrs dançando sem parar (inclusive durante a banda);

- Descobrimos que MOBRAL foi um programa de alfabetização do governo para adultos desorientados (vide http://pt.wikipedia.org/wiki/MOBRAL );

- Descobrimos que meu famoso REBOLATION é perfeitamente aplicável a todos os tipos de música;

- Descobrimos que a Renata é capaz de dormir em cima de uma caixa de som;

- Descobrimos que existem dois tipos de caixa esquerda: a inferior e a superior;

- Descobrimos que todas as bandas abrem seus “shows” na touch com uma música do RAPA;

- Descobrimos que é possível fazer paródias com os desafortunados que sofreram com a infidelidade em seus relacionamentos (isso mesmo);

- Descobrimos que uma comanda inteira preenchida na touch equivale a 101 REAIS;

- Descobrimos que a Camila tem uma identidade secreta de “MENINA QUE VOMITOU NA TOUCH” no submundo das pessoas que usam chapéus;

Foda né?

Eu avisei que estávamos apenas começando... E o que vem por aí podem acreditar. Vai ser melhor ainda.

E pra terminar... Uma imagem vale mais que mil palavras:

terça-feira, 20 de março de 2007

Teve aquela vez da dança do mergulho...


Uma cerveja... Mais uma vez tudo começou com uma cerveja.

O fim de semana chegou, e com ele toda aquela expectativa que toma conta de nós quando percebemos que teremos dois míseros dias para sair e praticar nosso esporte predileto: destruição em massa de fígados.

Concentro os primeiros parágrafos em bebidas porque temos de convir que o teor alcoólico dos último fim de semana foi fora do comum.

Mas antes de dar continuidade a incrível saga da família anfetamina, quero deixar claro que hoje não me sinto muito inspirado para escrever nesta merda. Sentei na frente do pc já com aquele ar de quem está fazendo uma tarefa com a qual se comprometeu. No entanto não me preocuparei com isso... Se o texto ficar uma merda e alguém achar ruim, que escreva um melhor e não me encha o saco, pois minha paciência como todos sabem, é curta!

Continuando....

Sexta-Feira, 18:00hrs, eu, Camila, Fábio e Keity reunidos na lanchonete mais badalada de Cordeiro, a lanchonete do Corte, onde as pessoas se divertem em meio a harmonia celestial de um boteco disfarçado.

Tomamos algumas cervejas, comemos alguns amendoins chineses (ou são japoneses? Sempre me confundo a respeito da nacionalidade deles) e conversamos a respeito da programação dos próximos fins de semana e inclusive dos próximos feriados.

E foi ai que surgiu novamente aquela merda de pergunta que insiste em nos assombrar: O que iremos fazer hj?

Bom... elencadas algumas opções resolvemos ir ao Repertório, no singelo município de Santa Gertrudes (cara... eu só percebo como o nome dessa cidade é feio quando eu escrevo ele) ver alguns DJ’s tocarem só pra não deixar a noite passar em branco... Sim, eu sei que essa opção não é das mais inteligentes. Ainda mais por uma pessoa com um alto Q.I como o meu estar envolvida, mas seja paciente e leia o post antes de ficar se fazendo perguntas.

Destino final definido, lá vamos nós para a casa da Camila onde existe um enorme estoque de bebidas e cujos donos estavam viajando para nosso maior conforto e tranqüilidade.

Falamos algumas bobagens, assistimos a Camila tomar alguns copos de vodka e decidimos tomar o caminho da roça...

Foi quando nos deparamos com o primeiro problema. Estávamos em apenas 4 pessoas e dois carros não seriam necessários, sendo assim eu iria de carona com o Fábio e não precisaria dirigir. Situação que provavelmente resultaria em um certo descontrole de minha parte.

Chegando em Santa Gertrudes, notamos que nenhum de nós sabia o caminho do Repertório e que se procurássemos aleatoriamente em pouco tempo estaríamos perdidos numa cidade de 7 mil habitantes, 4 quarteirões, 1 praça, 1 igreja e 999999 cerâmicas. E, como todos sabemos que situações desesperadas necessitam de atitudes desesperadas resolvemos parar na praça para pedir informações sobre como chegar no local.

Isso mesmo, imaginem 4 pessoas em um carro, sendo que uma delas já estava completamente bêbada (não vou falar quem era) [e só pra constar: NÃO ERA EU] e as outras 3 estavam contagiadas pelo clima de euforia da primeira.

Passado uns 5 minutos e uma longa explicação de SIGA RETO E VIRE A DIREITA chegamos ao Repertório Musica e Bar, o qual eu pessoalmente acho que deveria chamar Repertório Música, Forno e Bar. Mas isso não é relevante.

Descemos do carro, entramos pela porta, fomos revistados e nos deparamos com uma enorme quantidade de oxigênio em todo o espaço livre do estabelecimento, já que havíamos sido os primeiros a chegar... Fim de carreira, não?

Resultado da sexta-feira: o lugar encheu se transformando num verdadeiro forno, ficamos bêbados a ponto de falar coisas que nem sempre temos coragem de dizer, voltamos falando muita besteira e encerramos a noite ajoelhados cada um no seu respectivo vaso sanitário extraindo o excesso de álcool contido em nossos estômagos.

O Sábado chega...

O dia amanhece algumas horas após eu ter chegado em casa. Persisto em dormir já que meu organismo insiste em ficar mandando recados ao meu cérebro em forma de náuseas e pontadas latejantes que me fazem desejar nunca ter tomado tantas cervejas.

Olho ao redor da minha cama, vejo roupas, meias e sapatos pelo chão... É quando eu percebo que havia alguma coisa errada, já que supostamente a janela estaria fechada para eu poder dormir tranqüilo e não deveria ter visibilidade nenhuma no meu cômodo sagrado.

Levanto com muito esforço para tentar gerar um penumbra artificial que me proporcionaria um ambiente adequado para eu voltar a dormir e me curar daquela ressaca devastadora.

Infelizmente isso não foi possível... Mas vamos deixar de lado os motivos e prosseguir com os relatos da incrível saga.

O dia passa, a noite chega e os ânimos começam a se agitar novamente.

Combinamos mais uma vez de se encontrar na casa da Camila, mas dessa vez não haveria bebidas pré-balada já que algumas pessoas ainda não se sentiam bem da noite anterior.

Logo que subo com o doidomóvel pela “santinha” me deparo com uma doida de salto alto, roupa de balada e cabelo devidamente penteado levando um poodle para dar seu passeio noturno.

Nem preciso dizer que a doida era a Camila...

Continuando...

Chegamos em Araras, adentramos ao recinto, compramos os respectivos litros de wisky e iniciamos aquele ritual: Pega bebida, vai na pista de dança, pega bebida de novo, vai na pista de dança, pega bebida, acende um cigarro, vai na pista de dança... E assim sucessivamente durante horas.

Tudo bem, não foi só isso... Teve uma hora em que eu, Fabio, Talissa e Paola fomos jogar bilhar no clube do wisky, mas a missão não foi bem sucedida já que o Fabio insistia em tacar todas as bolas do jogo para acertar a branca ao invés de fazer o contrário.

A noite flui legal... o braço do manequim giratório da touch é arrancado mais uma vez, a concentração de pessoas na pista de dança é tão grande que mal conseguimos nos mover, alguns viados se agarram ao redor do ambiente e pela primeira vez não vi um cordeiropolense se achando VIP por estar no camarote.

Eis que chega o ponto alto da noite. Quando um ser nojento solta uma bufa no meio daquele aperto e dá origem ao diálogo mais interessante de todo o fim de semana:

Lais diz: Que fedô!!!
Caio diz: alguém peidou
Lais diz: credoo que fedô, alguem peidou mesmo
Camila diz: Creeeeeeeeedoooo
Caio diz: Vamos fazer a dança do mergulho!

"Todos tampam o nariz e voltam a dançar!!!!

E foi assim que a noite terminou.... Todos de porre, com a barriga doendo de tanto rir e com aquela sensação de que foi mais um fim de semana comum.

Mas vejamos pelo lado bom... Pelo menos aprendemos uma nova dança.